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Edição 1 746 - 10 de abril de 2002
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Primos no altar

Risco de doenças em filhos de
casais consangüíneos é menor
do que se pensava

O casamento entre primos de primeiro grau é considerado uma união de alto risco. Acredita-se que os filhos de casal de primos têm alta probabilidade de nascer com graves problemas de saúde. No que depende da ciência, o temor pode ao menos ser amenizado. Uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Conselho Nacional da Sociedade de Genética, nos Estados Unidos, mostra que o risco de primos de primeiro grau gerarem crianças com algum tipo de irregularidade genética praticamente equivale ao de pessoas sem nenhum grau de parentesco. Casais sem consangüinidade têm 3% de possibilidade de ter um filho com alguma falha genética, valor que cresce para 4,7% nos casos de casamento entre primos de primeiro grau. "Isso é o mesmo que dizer que na imensa maioria dos casos nada de anormal acontecerá", diz o coordenador do trabalho, professor Arno Motulsky, da Universidade de Washington. O relatório foi baseado na revisão de seis grandes estudos realizados entre 1965 e 2000, envolvendo milhares de nascimentos. Segundo Motulsky, os geneticistas já sabiam que os riscos eram baixos, mas faltava a comprovação de uma exaustiva pesquisa como essa.

O levantamento provocou um estardalhaço nos Estados Unidos, onde o casamento entre parentes é uma questão legal. Dos cinqüenta Estados, 24 proíbem e sete impõem algum tipo de restrição à união entre primos de primeiro grau. Menos de 0,1% dos casamentos de americanos é realizado entre primos. No Brasil, cerca de 2% dos casais têm entre si esse grau de parentesco. Aqui, o casamento consangüíneo encontra resistência por parte da Igreja Católica. Só um bispo pode autorizá-lo. Na África e na Ásia, a união entre primos representa até 60% do total de matrimônios. Casamento entre parentes também era muito comum na Idade Média, quando nobres e reis preferiam a realização de enlaces consangüíneos, para evitar a dispersão do patrimônio da família.

Nas sociedades modernas, o risco de doenças sempre foi um entrave para esse tipo de união. Os defensores do direito de os primos de primeiro grau se casarem usam exemplos como o de Charles Darwin para derrubar essa tese. Casado com sua prima Emma Wedgwood, Darwin teve dez filhos, todos saudáveis. Segundo o médico Sérgio Pena, diretor do Núcleo de Genética Médica, em Belo Horizonte, é preciso considerar o resultado do estudo sob dois critérios. Para noivos que vêm de famílias sem histórico de doenças genéticas, o risco é de fato baixo. No caso de famílias em que são comuns casos de doenças genéticas graves, como as que levam à surdez e a problemas neurológicos, o risco cresce muito. "O aconselhável é o casal fazer pelo menos uma avaliação médica antes de decidir ter filhos."

   
 
   
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